Anthropic chama ex-integrante da Casa Branca para lidar com IA
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A Anthropic escolheu Mariano-Florentino Cuéllar para liderar sua área global de assuntos públicos em um momento de pressão sobre as regras de inteligência artificial nos Estados Unidos. A nomeação ocorre enquanto a empresa tenta ampliar o diálogo com governos e lidar com disputas envolvendo o uso de seus sistemas.Continua após a publicidadeSegundo a Reuters, Cuéllar será responsável por administrar as relações da Anthropic com autoridades americanas e governos de outros países onde a companhia está expandindo suas operações.
A inteligência artificial entrou em uma nova fase: empresas agora precisam negociar regras, segurança e relações políticas. – Imagem: Garun.Prdt/ShutterstockExecutivo chega para aproximar Anthropic de governosCriadora dos modelos Claude, a Anthropic aposta na experiência de Cuéllar no setor público para conduzir conversas sobre regulamentação e segurança da inteligência artificial. Conhecido como Tino, o executivo responderá diretamente à presidente da empresa, Daniela Amodei.O novo chefe global de assuntos públicos ficará baseado na sede da companhia, em São Francisco. Entre suas atribuições estará a construção de relações com representantes governamentais em diferentes mercados.Cuéllar já tinha ligação com a Anthropic. Desde janeiro, ele fazia parte do Long-Term Benefit Trust, estrutura criada para acompanhar o compromisso da empresa com sua missão de benefício público. Agora, deixará essa função para integrar oficialmente a companhia.Histórico em governo e segurança pesa na escolhaA trajetória do executivo inclui uma passagem pela Casa Branca durante o governo do ex-presidente Barack Obama, onde atuou como assistente especial, além da liderança do Carnegie Endowment for International Peace até julho. Nesse período, também copresidiu uma força-tarefa sobre segurança nacional dos Estados Unidos e proliferação nuclear.Na prática, Cuéllar deverá concentrar esforços em quatro frentes principais:
Relacionamento com governos dos Estados Unidos e de outros países;
Discussões sobre regulamentação para empresas de inteligência artificial;
Segurança e riscos ligados ao uso de modelos avançados de IA;
Diálogo com diferentes setores políticos sobre o futuro da tecnologia.
Em uma declaração divulgada pela empresa, Cuéllar afirmou que o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial chegaram a um ponto decisivo. “As escolhas que fazemos hoje determinarão se a humanidade poderá aproveitar possibilidades extraordinárias para avançar a ciência e melhorar vidas em todo o mundo ou enfrentar enormes riscos e desigualdade crescente”, disse.
A Anthropic vive pressão nos EUA e aposta em um especialista em política para administrar conflitos e ampliar diálogos – Imagem: Mehaniq/ShutterstockA nomeação acontece enquanto a Anthropic enfrenta conflitos relacionados ao uso militar de sua tecnologia. A empresa teve seus sistemas incluídos em uma lista de bloqueios do Pentágono e contestou a decisão judicialmente.Leia mais:Continua após a publicidadeAlém disso, a administração de Donald Trump estabeleceu temporariamente controles de exportação que impediram a venda dos modelos Mythos 5 e Fable 5 para usuários estrangeiros, alegando preocupações de segurança nacional.Para Oren Cass, fundador do American Compass, Cuéllar tem um perfil pragmático e aberto ao diálogo. “Sua abordagem será provocar uma boa formulação de políticas deliberativas com a administração”, afirmou à Reuters.Com a nova função, o executivo terá o desafio de representar a Anthropic nas discussões sobre regras para inteligência artificial enquanto a empresa busca equilibrar expansão comercial, segurança e exigências governamentais.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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