Instagram testa limite para posts repetitivos entre adolescentes
O Instagram começou a testar novas barreiras para limitar a repetição de certos conteúdos vistos por adolescentes na plataforma. A mudança mira publicações ligadas a ansiedade, imagem corporal, musculação e nutrição, explica o Engadget.Continua após a publicidadeA Meta afirma que quer evitar que jovens entrem em “espirais” de recomendações semelhantes, algo que há anos levanta críticas sobre impactos na saúde mental e autoestima dos usuários mais novos.
Plataforma tenta frear os chamados “buracos de coelho” algorítmicos, que podem prender adolescentes em ciclos repetitivos de recomendações. Imagem: evrymmnt / ShutterstockO que muda no feed dos adolescentesOs conteúdos afetados pelas novas regras incluem publicações relacionadas à imagem corporal e à saúde mental, como postagens sobre “como lidar com ansiedade”. A Meta deixou claro que esse tipo de conteúdo não necessariamente viola suas regras, mas pode ter impacto negativo sobre adolescentes quando consumido em grandes volumes.A empresa afirma que as configurações mais restritivas para contas de adolescentes também serão expandidas para o Facebook e o Messenger. Segundo a Meta, as novas configurações chegarão a esses aplicativos “ainda este ano”.Na prática, o Instagram vai tentar equilibrar os assuntos mostrados ao usuário. Ou seja: alguém que assiste a muitos vídeos sobre ansiedade, dieta ou musculação poderá começar a receber conteúdos variados no lugar de uma enxurrada de publicações sobre o mesmo tema.Entre os conteúdos citados pela Meta estão:
publicações sobre ansiedade;
dicas de nutrição;
vídeos de musculação;
temas ligados à imagem corporal;
conteúdos sobre saúde mental.
Mudanças anunciadas pela Meta também serão levadas ao Facebook e Messenger como parte das medidas de proteção para usuários adolescentes. Imagem: Mr. Tempter / Shutterstock – Imagem: Mr. Tempter / ShutterstockEntenda as medidasEm 2025, a Meta já havia adotado medidas para impedir que adolescentes vissem conteúdos “sexualmente sugestivos” e bloqueado “termos de busca maduros”, como consultas relacionadas a álcool e gore. Na época, a empresa comparou suas contas para adolescentes a um filme classificado como PG-13, analogia que foi rejeitada pela Motion Picture Association.
Leia mais:O Instagram enfrenta há anos questionamentos sobre se a plataforma conduz usuários mais jovens a chamados “buracos de coelho” algorítmicos, nos quais adolescentes recebem recomendações repetidas de conteúdos que afetam sua saúde mental e autoestima. O tema também foi discutido em um julgamento civil de grande repercussão em Los Angeles, envolvendo vício em redes sociais. O júri nesse caso decidiu contra a Meta.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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