H1N1 está entre vírus furtados na Unicamp, diz site
Eles foram levados de um laboratório sem autorização e ficaram desaparecidos por 40 dias
Amostras estavam em laboratório e permaneceram sumidas por 40 dias (Imagem: Arif biswas/Shutterstock)
Segundo informações apuradas pelo g1, os vírus H1N1 e H3N2, que causam a gripe tipo A, estão entre os materiais biológicos furtados por uma ex-professora da Unicamp. Eles foram levados de um laboratório sem autorização e ficaram desaparecidos por 40 dias.Continua após a publicidadeA pesquisadora e professora doutora Soledad Palameta Miller responde em liberdade por furto, colocar a saúde das pessoas em risco e transporte sem autorização de material geneticamente modificado. A Polícia Federal (PF) diz que o marido dela, Michael Edward Miller, também está sendo investigado.A PF nega contaminação externa e garante que todas as amostras foram recuperadas e que os vírus permaneceram na universidade.Leia mais:
Distância entre onde os vírus ficavam e onde foram encontrados é de cerca de 350 metros (Imagem: ADVTP/Shutterstock)Outros materiais furtados
Ainda segundo o g1, além dos vírus associados à gripe, outros — humanos e suínos — foram levados;
Todas as amostras furtadas estão sob posse do Ministério da Agricultura e Pecuária, que mantém em sigilo os tipos virais envolvidos;
O material estava no Laboratório de Virologia da Unicamp, considerada área de nível 3 de biossegurança (NB-3), exigindo protocolos rigorosos. Hoje, é o nível mais alto possível para se estudar agentes infecciosos no Brasil. Um de nível 4 está sendo construído em Campinas (SP) e deve ficar pronto em 2027;
Após 40 dias sumidos, os vírus foram recuperados pela PF na Faculdade de Engenharia de Alimentos, a cerca de 350 metros do laboratório de onde vieram;
Também apareceram no Laboratório de Doenças Tropicais (Instituto de Biologia) e no Laboratório de Cultura de Células (Instituto de Biologia).
O que são esses vírus e quais os riscos?Os vírus Influenza H1N1 e H3N2 comumente causam a gripe sazonal, que acomete os humanos todos os anos, especialmente no inverno. Ao g1, o professor José Luiz Modena, da Unicamp, disse que eles são classificados como agentes nível 2 de biossegurança por oferecerem risco moderado/brando para trabalhadores e ambiente.
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Sobre o autor
Rodrigo Mozelli
Redator(a)
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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