BIG Festival: os melhores jogos indie que testamos na Gamescom Latam
Nem só de grandes estandes vive a gamescom latam 2026. Entre as experiências mais interessantes do evento estão os jogos que você descobre no hands-on (primeiras impressões) e que mostram caminhos bem diferentes para o futuro dos games.Continua após a publicidadeDe propostas mais experimentais a projetos independentes com forte identidade, alguns títulos se destacam justamente por sair do padrão.Goodnight Universe chama atenção pela forma como é jogado. Em vez de controles tradicionais, o jogo utiliza uma ferramenta opcional de rastreamento ocular, permitindo que o jogador interaja apenas com o olhar.A proposta não é só tecnológica. Ela abre espaço para novas formas de acessibilidade e também para experiências mais intuitivas, em que o próprio movimento natural do corpo substitui comandos.No hands-on, a sensação é direta: o controle some e o jogo passa a responder ao que você observa.Keep Driving: uma viagem sem roteiroKeep Driving segue outro caminho. O jogo aposta em uma experiência mais contemplativa, baseada em direção e tomada de decisão ao longo de uma jornada. As decisões são tomadas por turno, como em um RPG.Sem pressa e sem estrutura rígida, o foco está no percurso e nas escolhas que o jogador faz, nos caminhos que decide seguir. É o tipo de jogo que funciona pelo ritmo: mais lento, mais aberto e com espaço para exploração.The Alters: múltiplas versões, múltiplas decisõesEm The Alters, o diferencial está na ideia central: diferentes versões do mesmo personagem coexistindo.Cada uma representa escolhas que poderiam ter sido feitas, criando uma dinâmica em que o jogador precisa lidar com consequências e alternativas ao mesmo tempo.No hands-on, o jogo mostra uma proposta que mistura narrativa e estratégia, com foco em decisões que impactam diretamente a experiência.Mark of the Deep: o destaque brasileiroEntre os jogos testados, Mark of the Deep chama atenção por um motivo claro: é um projeto brasileiro que já chega com reconhecimento.Com nota 81 no Metacritic, o jogo combina exploração, combate e narrativa em um universo próprio, com identidade visual marcante.
No hands-on, o destaque está no equilíbrio entre mecânicas e ambientação, mostrando um projeto sólido e bem resolvido, algo que ajuda a explicar a recepção positiva.TetherGeist: mecânica simples, proposta diferenteImagem: Engage XPTetherGeist aposta em uma ideia direta: usar conexões entre elementos para resolver desafios.A mecânica principal gira em torno de interação e movimentação, criando puzzles que exigem atenção e leitura do ambiente. É um jogo que funciona pela clareza da proposta e é fácil de entender, mas com espaço para aprofundamento.O que esses hands-on indicamOs jogos testados na gamescom latam 2026 mostram um ponto em comum: a busca por novas formas de jogar.Seja por tecnologia, narrativa ou mecânica, todos seguem caminhos que fogem do padrão mais tradicional.Para quem visita o evento, são esses títulos que muitas vezes ficam na memória, justamente por oferecer algo diferente do esperado.
Beatriz Campos
Beatriz Campos é jornalista formada pela Universidade São Judas Tadeu e jornalista do Olhar Digital.
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