WhatsApp vai separar mensagens de empresas da caixa principal
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O WhatsApp começou a testar um novo recurso que cria uma pasta exclusiva para mensagens enviadas por grandes empresas, como bancos e companhias aéreas. A novidade busca reduzir a quantidade de conversas comerciais na caixa de entrada principal dos usuários, à medida que mais empresas utilizam a plataforma para se comunicar com consumidores.Continua após a publicidadeA informação foi obtida com exclusividade pelo TechCrunch. Segundo a Meta, quando um usuário receber uma mensagem de uma grande empresa, ela será movida automaticamente para uma nova pasta chamada “Offers & Updates” (“Ofertas e Atualizações”) após um determinado período.A companhia informou que está testando diferentes intervalos para essa transferência automática, podendo chegar a até 24 horas após o recebimento da mensagem.Os usuários que preferirem manter essas conversas na linha do tempo principal poderão desativar o recurso nas configurações. No entanto, não será possível definir manualmente o tempo necessário para que as mensagens sejam movidas para a nova pasta.Segundo a Meta, a funcionalidade permitirá que conteúdos, como códigos de desconto, atualizações de entregas e outras comunicações comerciais, deixem a caixa principal poucas horas após serem recebidos, tornando a lista de conversas pessoais e em grupo menos congestionada.Para as empresas, a mudança significa que suas mensagens poderão ser encontradas em um local específico, em vez de ficarem misturadas às demais conversas.
O WhatsApp informou que iniciou os testes da ferramenta com parceiros selecionados que utilizam a plataforma WhatsApp Business Platform;
A empresa pretende ampliar a disponibilidade do recurso conforme avaliar os resultados obtidos durante essa fase inicial;
Neste momento, pequenas empresas e contas individuais que utilizam o WhatsApp Business não serão afetadas pela novidade;
Ainda assim, a Meta afirmou que poderá avaliar, futuramente, a inclusão das mensagens enviadas por pequenos negócios na pasta “Offers & Updates”.
Plataforma amplia medidas contra excesso de mensagens comerciaisNos últimos anos, o WhatsApp tem implementado diversas mudanças para reduzir o excesso de mensagens comerciais enviadas aos usuários.
Em 2024, a plataforma passou a permitir que pessoas cancelassem o recebimento de mensagens de marketing enviadas por marcas. No ano seguinte, limitou a quantidade de mensagens em massa que empresas e usuários podem enviar dentro de um determinado período.Em outubro de 2025, a companhia deu mais um passo ao restringir o número de mensagens que empresas podem enviar sem obter qualquer resposta dos usuários. Segundo o WhatsApp, as duas primeiras medidas já foram implementadas globalmente, enquanto a terceira continua em fase de aperfeiçoamento.
Meta informou que, quando um usuário receber uma mensagem de grande empresa, ela será movida automaticamente para uma nova pasta chamada “Ofertas e Atualizações” após determinado período – Imagem: Algi Febri Sugita / ShutterstockLeia mais:Continua após a publicidadeIA impulsiona uso comercial do WhatsAppDurante a divulgação dos resultados financeiros da Meta referentes ao segundo trimestre de 2026, o CEO Mark Zuckerberg afirmou que a receita da categoria “outros” dentro da família de aplicativos ultrapassou US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões), impulsionada principalmente pelas mensagens pagas e assinaturas do WhatsApp.Em junho deste ano, a empresa também disponibilizou globalmente seus agentes de inteligência artificial (IA) para empresas. Segundo a Meta, mais de um milhão de negócios já utilizam esses recursos.Durante a teleconferência de resultados, Zuckerberg citou a locadora brasileira Movida como exemplo do uso da tecnologia, afirmando que a empresa registrou aumento nas conversões de clientes e melhorias no atendimento ao consumidor com o auxílio dos agentes de IA.A expectativa é que, nos próximos meses, um número ainda maior de empresas passe a utilizar IA no WhatsApp para atividades de vendas, marketing e suporte ao cliente.
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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